Já ouviu falar em bufunfa, pagode, faz-me-rir, dindin, pataca, cobre, pila, tostão, asaio, borós, gaita níque, tutu? São apelidos engraçados pro dinheiro. Cada região do Brasil fala de um jeito. Lá pelas bandas de Minas é dindin ou tutu. Então resolvemos chamar a carteira mágia que fazemos de tutulé pra você guardar seu tutu que chega no final do mês. Mas, você deve estar se perguntando porque carteira mágica. Resolvemos fazer um vídeo pra mostrar:
A tutulé do vídeo é de tecido com elástico laranja e bolso. Cada uma mede 7×11 cm e está disponível na lojinha.
Estivemos na Feira da Lua no Gilberto Salomão (DF) e lá, entre uma banca e outra, paramos diante de uma exposição de caixinhas de fósforo. Éram tão lindas que no primeiro momento confesso que não havía percebido que eram caixinhas. E a dona Lúcia Cruz, simpatissíma veio nos explicar que éram ímãs de geladeira que tem uma pintura em relevo na parte de cima que me chamou atenção. Os traços são muito bem definidos formando figuras de animais, frutas e, claro, os ícones de Brasília como a Catedral e o Congresso. Fabiano e eu ficamos encantados com o trabalho e a alegria da dona Lúcia, que além das caixinhas faz também florzinhas de tecido, um mimo. Compramos uma caixinha e pedimos pra ela a autorização pra colocarmos aqui no blog do Pitilé, porque divulgar trabalhos bacanas e conhecer gente ainda mais bacana é sempre um prazer.
Claro que não paramos por lá: comprei um colar mandala muito fofo por 5 reais do Projeto Conviver. E como não podíamos ir embora sem beliscar nada, passamos na banca do Sr. Américo (um autêntico português) para comermos um Pescocinho de Freira e um Toucinho do Céu. São doces portugueses que eu fiquei com pena de morder de tão perfeitos. Mas não pensei por muito tempo e dei logo uma mordida no Toucinho. O Fabiano ficou com o Pescocinho de Freira, mas eu logo pedi um pedaço e ele acabou sendo eleito o meu preferido.
A conversa foi boa com a dona Shizue que faz bolsas com tirinhas de papel reciclado. Trocamos idéias sobre os nossos processos e nos identificamos em um ponto: nossa casa virou nosso atelier, o que antes ficava apenas em um quarto se espalhou pela casa inteira.

Quem quiser entrar em contato com a dona Lúcia, que faz ímãs de geladeira e as flores de tecido, basta ligar pro telefone 61.8131.9645 ou enviar um email para assoartes@hotmail.com. Com a dona Shizue pelo telefone 61.3326.1443 ou pelo email shizue.reciclarte@gmail.com. O Projeto Conviver tem um site com as imagens de alguns projetos (projetoconviverdf.blogspot.com)
Ainda falando em mimos recebemos dois do nosso amigo Denis Cabaldi vindos direto de Paris e Londres. Esses chaverinhos bacanudos da Torre Eiffel e da clássica cabine de telefone vermelha. Humm esses mimos combinam bem com os Pitilés e Tutulés da série linhas de metrô, você não acha?

P.S. Uma pena não termos fotos dos doces. A vontade de comê-los foi maior, hehehe.
Há algum tempo pensamos em postar um pouco da história de nossa paixão pelos caderninhos, as referências que buscamos e principalmente as dificuldades que encontramos ao iniciarmos nossas experiências em busca de um processo.
Tudo começou como um hobby fruto do contato que sempre tivemos com a industria gráfica e publicidade. Buscávamos uma nova paixão, algo que pudesse nos entreter e, porque não, agregar conhecimento ao processo criativo de nossa agência e de nossa gráfica. Começamos com a criação das carteiras mágicas, que hoje chamamos de tutulés sempre experimentando técnicas e materiais. Um dia recebemos um Moleskine do diretor de arte da agência que havia viajado para Paris, foi nosso primeiro contato com esse caderninho que desde o século 19 é utilizado por artistas e grandes pensadores. Depois de receber esse caderninho, acabamos comprando outros da Papel Craft, Molecos e também Corrupios, da Corrupiola. Pensamos então em criar nossos próprios cadernos e iniciamos nossas experiências e acabamos chegando ao nosso processo que é o que difere os nossos cadernos dos demais. Isso é o legal dos trabalhos manuais, cada um desenvolve seu processo e por mais que o resultado final pareça o mesmo (um caderninho costurado à mão, sapatinhos de crianças, cachecóis, etc.) sempre existe um processo e descobertas diferentes que conferem um caráter peculiar ao trabalho de cada um.
Essa questão me faz lembrar do workshop “processo criativo” que fizemos no Espaço Eco aqui em Brasília e foi ministrado pelo Charles Watson, professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage/RJ. Segundo o professor na arte contemporânea o que importa é o processo para se chegar ao resultado final e não a obra em sí, ao contrário da visão tradicional onde o quadro na parede é o que importa.
Bom, com nossas experiências não preciso dizer que perdemos muito material, desde a primeira carteira mágica ao primeiro caderninho tudo era novo. Um simples furador (AWL) que fora do Brasil é algo simples e se encontra em qualquer lugar foi dificílimo de se conseguir e quando conseguimos era muito grosso, resolvemos improvisar com um cabo de suvela e uma agulha, inicialmente de tecelão e em seguida de costura, os furos com a agulha de tecelão ainda ficaram muito grossos.
Ainda temos muito pela frente, esperamos em breve iniciar algumas experiências com tecido cru para criar nossos próprios padrões. Ta certo que os tecidos do Fernando Maluhy são fantásticos mas se quisermos algo mais autoral vamos ter que acabar experimentando a criação dessas novas padronagens e disso não queremos deixar nunca: EXPERIMENTAR.
Para fechar gostaria de sugerir que comprem caderninhos, bolsas e tudo o mais de todos os crafteiros que conheçam ou venham a conhecer com a certeza de terem sempre peças únicas, mas que se complementam pela vontade de experimentar e de fazer algo que embora muitas vezes pareça igual tem muito de diferente. ;-)
PS: Caso tenha ficado interessado em participar (e vale muito a pena), o Workshop “Processo Criativo” é recomendado pela University of the Arts London, responsável pelas faculdades: Camberwell College of Arts, Central St. Martins College of Art and Design, Chelsea School of Art and Design, The London College of Fashion and The London College of Communications. Informações podem ser obtidas através dos telefones 21-2553-3748 / 9224 ou e-mail wats352@attglobal.net.
@meutuitu Claro! Aceitamos encomendas sim. A tutulé de poá rosa está em produção e a de vaquinhas é uma ótima ideia! Vamos fazer! :D
Viemos aqui pra jogar ou pra comer? hummm diliça! http://ow.ly/1fPwo #criativo
Tem novos fotos no Flickr. http://ow.ly/1gXiy #pitile #tutule
Olá pessoal, bom dia! :D
@poblito Estranho, por aqui está tudo certo... :(












